Tom Caixote e Seus Moinhos...

pesquisar

 
Quinta-feira, 06 / 05 / 10

Magia

 

 

 

 

Parei para admirar e ouvir o passarinho

 

e seu inquieto cantar.

 

 

 

Tão bonito que me deu asas...

 

Voei...

 

 

 

Se era canto de alegria ou tristeza, não sei...

 

Não sei falar a língua dos pássaros!

 

Mas chorei.

 

Emoção deve ser isso...

 

 

 

Tudo que eu queria era que todos sentissem

 

o que eu sentia ao ouvir o canto da avezinha.

 

Abri a portinhola e o libertei da gaiola.

 

 

 

O pássaro não cantava...

 

Encantava.

 

 

jr

 

 

Imagem: "Menino e o Pássaro", Damião Martins em http://damiaomartinspintor.blogspot.com/

 

Texto protegido pela Lei de Direitos Autorais.

Quinta-feira, 21 / 01 / 10

Não cabe...

 

 

De que adianta a mamãe

 

me mandar calar a boca

 

se a boca do meu pensamento

 

não para de falar!?...

 

 

 

E diz cada coisa!...

 

 

 

Pensamento é tão engraçado...

 

A gente não para de pensar;

 

nem quando quer parar!

 

 

 

Eu acho que pensamento

 

é assim feito um... deus.

 

Não posso ver nem pegar;

 

e é tão grande, tão imenso,...

 

tão maior do que eu!

 

 

 

Meu pensamento é respondão,

 

desbocado, mandão...

 

 

 

Se é deus,

 

é um deus malcriado.

 

 

 

 

(E que a mamãe não o ouça!...)

 

 

jr

 

 

Texto protegido pela lei de Direitos Autorais.




Bem-vindo(a)
a Tom Caixote e seus Moinhos...
(Uma canção de dentro...)



Eu sou feliz
Só por poder ser.
Só por ser de manhã...

(Fátima Guedes, em Cheiro de Mato)


posts recentes

Lápis de Cor


(Fátima Guedes)

Com amor, lápis de cor,
Desenhei uma casinha pra gente ir morar,
Com fumaça na chaminé
E o sol a brilhar
No canto da página.
Com amor e lápis de cera
Desenhei uma mangueira com uns passarinhos.
É difícil traçar bichinhos
Sem saber desenhar
Mas eu tentei.
Plantei um jardim caprichado,
Um pouco estilizado, diferente.
Pus uma cerca branquinha embora
Cerca nada tenha a ver com a gente
E foi tanto o meu empenho
Que o tal do desenho estava lindo
Com os pássaros cantando e o sol saindo
Do canto da página

Carimbador Maluco



(Raul Seixas)

5-4-3-2!
-Pare! Espere ai!
Onde é que
Vocês pensam que vão?
Hã? Hammm!

Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum
Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum...

Tem que ser selado
Registrado, carimbado
Avaliado, rotulado
Se quiser voar
(Se quiser voar!)
Eh!...

Prá Lua a taxa é alta
Pr'o sol identidade
Mas já pr'o seu foguete
Viajar pelo Universo
É preciso meu carimbo
Dando
Sim! Sim! Sim! Sim! Seu!...

Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum
Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum...

Tem que ser selado
Registrado, carimbado
Avaliado, rotulado
Se quiser voar
(Se quiser voar!)
Eh!...

Prá Lua a taxa é alta
Pr'o sol indentidade
Mas já pr'o seu foguete
Viajar pelo Universo
É preciso meu carimbo
Dando
Sim! Sim! Sim! Sim! Seu!...

Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum
Plunct Plact Zum!
Não vai a lugar nenhum...

Mas ora! Vejam só!
Já estou gostando de vocês
Aventura como esta
Eu nunca espero e nem terei
O que eu queria mesmo
Era ir com vocês
Mas já que eu não posso
Boa viagem, até outra vez...

Plunct Plact Zum!
Pode partir
Sem problema algum
Plunct Plact Zum!
Pode partir
Sem problema algum
Boa viagem!
Plunct Plact Zum!
Pode partir
Sem problema algum
Oh!
Plunct Plact Zum!
Pode partir
Sem problema algum...

-Boa Viagem meninos!
Boa Viagem!

Aquarela


(Toquinho/Vinicius de Moraes/
G.Morra/M.Fabrizio)


Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...

Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...

Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...

Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...

Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...

Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...

De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...

Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)

Seguir

blogs SAPO


Universidade de Aveiro